Chuveiro
Acordo nos teus braços.
Olho-te por uns minutos, sorrio. Levanto-me silenciosa.
Visto a tua camisa, esta não me cobre mais que metade das coxas.
Chego até à porta. Apenas tenho tempo de girar a maçaneta até a tua voz ensonada e rouca chegar até mim.
- Isabel ...onde é que pensas que vais assim vestida? – Ai não! Não me chames assim que eu dou-te o que quiseres.
Mordo o lábio antes de responder.
- Ia fazer café, querido. – Ia...
- Ias, Isa. Ias... – Eu não disse?! Sorrio comigo mesma.
- Já não vou? – Faço uma voz inocente.
- Não me parece.
- Tenta impedir-me, querido – E mesmo antes de acabar a frase, abro a porta e desato a correr como uma menina que pregou uma partida.
Oh! Mas eu preguei uma partida, e vou pagar caro por isso. Mal posso esperar. Sorrio.
Apanhas-me facilmente. Pegas-me ao colo.
- Parece que não sabes, amor, que quem brinca com o fogo queima-se! – Colas os lábios aos meus, sorris.
- Então faz-me pegar fogo... – Não esperas segundo pedido. Sinto-te avançar em direcção a uma porta. Ia Jurar que esta é a porta da casa de banho.
Hum...é mesmo a porta da casa de banho.
Abres o chuveiro. Sorris-me malicioso.
Não, tu não vais fazer o que penso que vais fazer.
Sim, acabaste de fazer o que pensei que ias fazer.
A água corre por mim, num jacto frio.
- Está gelada Rodrigo...- Digo e sinto-me gelar. A camisa branca cola-se ao meu corpo.
Sinto o teu sorriso desvanecer no teu rosto.
A tua maçã de adão, faz o movimento de quem engoliu em seco.
Olhas-me faminto.
E sem me dares tempo de fugir, entras na banheira.
Buscas os meus lábios com a tua boca exigente.
A tua língua procura a minha. Mordes o meu lábio inferior.
Gemo na tua boca.
Encostas-me na parede gelada.
A tua boca explora o meu pescoço. Puxas-me um pedaço de pele. Sugas-me.
Lindo. Acabaste de me fazer um chupão. Espero que tenhas noção de que isso vai ter volta. Ah se vai.
As tuas mãos procuram os meus seios. Gemes algo como ‘Nunca gostei desta camisa’, enquanto a rasgas violentamente.
Oiço os botões caírem espalhados pela banheira.
Os teus dedos correm o meu corpo. Invadem-me.
Arfo. Gemo.
A minha boca procura a tua.
Desce até ao teu pescoço. Chupo-te bruscamente o local. Mordo-te.
- Isa...- Gemes em tom de aviso. Eu disse-te que me ia vingar. Não espera eu não disse. Só pensei...que pena.
Sorrio maliciosa.
A minha mão procura-te. Explora-te.
Gemes. Arqueias-te contra mim.
Os meus lábios procuram a tua orelha.
- Preciso de ti. – Sussurro-te.
- Implora! – Oh deus, essa voz de ordem não. As minhas pernas fraquejam.
Envolvo-as na tua cintura. Seguras-me.
- Não vou implorar – Digo.
Sorris malicioso. Os teus dedos invadem-me uma vez mais. Um soluço de prazer fica preso na minha garganta.
Por esta altura as minhas unhas vincam as tua costas desesperadamente.
- Implora Isa... – A tua boca envolve-me um seio.
- Não...vou...hum...implorar.
- Vou repetir só mais uma vez Isabel, implora! - E os teus dedos páram.
- Por favor, Rodrigo... – Acho que acabei de implorar. Merda, odeio perder o controle.
Penetras-me dolorosamente devagar.
Gemo longamente, uma mistura de súplica e prazer abandona a minha garganta.
Os movimentos lentos, fundos.
Subo e desço na parede, lentamente.
Mordo o lábio inferior. A minha mão procura a base da tua coluna, desce. Aperta a tua nádega, num pedido mudo de velocidade.
- Mais rápido Isa? Pede... – Gemes ao meu ouvido.
- Rodrigo...cala-te de uma vez e simplesmente aumenta a velocidade. Agora! – Sorris-me.
Desta vez os movimentos são mais velozes, violentos. As minhas costas embatem contra a parede, mas nada disso importa.
A tua mão procura a minha. Entrelaças os nossos dedos.
A água fria continua a cair sobre nós. Mas estou quente. Muito quente.
- Vem-te para mim... – Sussurras-me entre gemidos. Ok neste momento não estou quente, estou a ferver.
E não posso fazer mais nada a não ser obedecer-te.
E apenas alguns segundos depois, o teu corpo estremece num orgasmo tão violento quanto o meu.
Escorregamos até ao chão da banheira.
Os nossos olhares cruzam.
Seguras o meu rosto.
Beijas os meus lábios com carinho.
- Rodrigo, qualquer dia matas-me. – Digo-te em voz baixa.
- Só se for de Prazer, amor.
Fim...
Ella Raven,
05/09/2009


2 Comentários:
Amei =D
Este é especial né Joaninha?!
Só nós sabemos ("citação preferida..")
Beijocas :D
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