A Parede Do Meu Quarto
Pego nela, sorrio. Um bilhete faz companhia à rosa que julguei solitária.
Com amor,
Rodrigo’’
E finalmente chego a casa.
As mãos tremem quando giro a chave. A porta abre.
Percorro o local com o olhar.
Encontro-te com um sorriso sensual no rosto.
Aproximas-te de mim sem deixar de sorrir.
- Olá Isa – E a maneira como pronuncias o meu nome, a voz rouca e sussurrada, faz as minhas pernas fraquejarem.
- Olá Rodrigo – Respondo-te com um sorriso tímido.
Estás tão próximo que sinto a tua respiração bater no meu rosto.
- Como correu o teu dia? – A tua boca tão próxima da minha.
- Isso interessa? – Pergunto-te com um tom de voz quase inexistente.
- Muito.
- Correu bem. – E anseio pelos teus lábios.
- Óptimo. Queres ir jantar fora? – Perguntas-me.
- Não. Na realidade quero que me beijes. Agora! – É a resposta que abandona a minha boca sem pensar.
- Não tens fome? – Sorris-me. Aquele teu sorriso torto, malicioso.
- Tenho. Tenho fome de ti. – O teu sorriso apaga-se, dando espaço à surpresa causada pelas minhas palavras.
Beijas-me de forma faminta. A tua língua busca pela minha incessantemente.
As tuas mãos procuram as minhas pernas.
- Envolve as pernas na minha cintura Isa. – E eu faço-o instantaneamente.
Beijas-me de novo. E de cada vez que a tua boca envolve a minha, esqueço-me de como se respira. Esqueço-me de todos os maus momentos.
Esqueço-me de tudo.
Encostas-me a algo duro, gelado.
Reconheço como sendo a parede do meu quarto.
E os beijos frenéticos continuam.
Rasgas-me a camisola. As tuas mãos envolvem os meus seios.
A tua boca, desliza sobre o meu pescoço.
Arrepio-me.
Gemo.
Suo.
As roupas abandonam os nossos corpos, tão depressa quanto as podemos tirar.
- Por favor...- Sussurro, enquanto engasgo com um gemido provacado pela brincadeira dos teus dedos dentro de mim.
- Por favor o quê Isa? – Sussurras de encontro ao meu ouvido. Mordes os lóbulo da minha orelha. Mais um gemido.
- Tu sabes o quê...- Coro de vergonha.
Sorris-me.
- Diz-me! – Exiges.
- Quero-te...Oh deus quero-te agora! – E sinto-te invadires-me de uma só vez, sem qualquer cerimónia.
E somos apenas um, uma vez mais.
Moves-te de encontro a mim, sensual e lentamente. E quando não aguentas mais o jogo sensual, acelaras o ritmo. E não mais me consegues sustentar contra a parede.
Sinto-nos deslizar de encontro ao chão.
E é no chão que alcançamos o céu.
E vejo estrelas.
Vejo tudo e não vejo nada.
Vejo-nos a nós os dois.
Suados.
Extasiados.
Cansados.
Completos.
Apenas eu e tu.


1 Comentários:
Gosto deste post... é um dos meus preferidos =)
escreves muito bem!
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