Segunda-feira, 27 de Julho de 2009

A Parede Do Meu Quarto

Acordo. Não estás ao meu lado. Em vez do teu corpo, uma singela rosa vermelha posa na almofada que deveria ser tua.

Pego nela, sorrio. Um bilhete faz companhia à rosa que julguei solitária.

‘’ Numa frase: Foi intensamente selvagem, único.
Com amor,
Rodrigo’’

E depois de me levantar e encarar o mundo real, o dia passou dolorosamente lento.

E finalmente chego a casa.

As mãos tremem quando giro a chave. A porta abre.

Percorro o local com o olhar.

Encontro-te com um sorriso sensual no rosto.

Aproximas-te de mim sem deixar de sorrir.

- Olá Isa – E a maneira como pronuncias o meu nome, a voz rouca e sussurrada, faz as minhas pernas fraquejarem.

- Olá Rodrigo – Respondo-te com um sorriso tímido.

Estás tão próximo que sinto a tua respiração bater no meu rosto.

- Como correu o teu dia? – A tua boca tão próxima da minha.

- Isso interessa? – Pergunto-te com um tom de voz quase inexistente.

- Muito.

- Correu bem. – E anseio pelos teus lábios.

- Óptimo. Queres ir jantar fora? – Perguntas-me.

- Não. Na realidade quero que me beijes. Agora! – É a resposta que abandona a minha boca sem pensar.

- Não tens fome? – Sorris-me. Aquele teu sorriso torto, malicioso.

- Tenho. Tenho fome de ti. – O teu sorriso apaga-se, dando espaço à surpresa causada pelas minhas palavras.

Beijas-me de forma faminta. A tua língua busca pela minha incessantemente.

As tuas mãos procuram as minhas pernas.

- Envolve as pernas na minha cintura Isa. – E eu faço-o instantaneamente.

Beijas-me de novo. E de cada vez que a tua boca envolve a minha, esqueço-me de como se respira. Esqueço-me de todos os maus momentos.

Esqueço-me de tudo.

Encostas-me a algo duro, gelado.

Reconheço como sendo a parede do meu quarto.

E os beijos frenéticos continuam.

Rasgas-me a camisola. As tuas mãos envolvem os meus seios.

A tua boca, desliza sobre o meu pescoço.

Arrepio-me.

Gemo.

Suo.

As roupas abandonam os nossos corpos, tão depressa quanto as podemos tirar.

- Por favor...- Sussurro, enquanto engasgo com um gemido provacado pela brincadeira dos teus dedos dentro de mim.

- Por favor o quê Isa? – Sussurras de encontro ao meu ouvido. Mordes os lóbulo da minha orelha. Mais um gemido.

- Tu sabes o quê...- Coro de vergonha.

Sorris-me.

- Diz-me! – Exiges.

- Quero-te...Oh deus quero-te agora! – E sinto-te invadires-me de uma só vez, sem qualquer cerimónia.

E somos apenas um, uma vez mais.

Moves-te de encontro a mim, sensual e lentamente. E quando não aguentas mais o jogo sensual, acelaras o ritmo. E não mais me consegues sustentar contra a parede.

Sinto-nos deslizar de encontro ao chão.

E é no chão que alcançamos o céu.

E vejo estrelas.

Vejo tudo e não vejo nada.

Vejo-nos a nós os dois.

Suados.

Extasiados.

Cansados.

Completos.

Apenas eu e tu.



Fim...

Ella Raven,
27/07/2009

1 Comentários:

Blogger M.G. disse...

Gosto deste post... é um dos meus preferidos =)

escreves muito bem!

31 de Agosto de 2009 01:05  

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