Terça-feira, 21 de Julho de 2009

Banco de Trás do Teu Carro

Estou sentada no banco do teu carro, olho a paisagem que passa brevemente pela janela. Gosto do movimento do teu cabelo ao sabor do vento.

- Uma moeda pelos teus pensamentos – dizes-me.

- Não valem nada – Respondo-te com uma frieza crua na voz.

- Continuas zangada comigo Isa?

- Não estou zangada contigo Rodrigo, estou magoada, é diferente.

- Magoada porquê? Limitei-me a dizer a verdade...

- Dizer a verdade, nem sempre é a melhor opção, especialmente quanda essa mesma verdade
vai magoar alguém.

Sinto-te parar o carro de forma súbita, o carro geme em prostesto pela paragem brusca.

Olhas-me nos olhos.

Em que momento me colocaste ao teu colo, sem que me apercebesse?

E porque, por todos os deuses e deusas, me perco por tempo indeterminado nos teus olhos verdes?

- Ainda estás magoada comigo? – Perguntas sem quebrar o contacto visual, demasiado próximo dos meus lábios para conseguir lembrar-me em que consiste o acto de respirar.

- Estou... – Engasgo-me ao sentir a tua mão na minha coxa.

- O quão magoada estás Isa? – Sinto os teus lábios morderem o meu lábio inferior...

- Muito...estou muito magoada – Susurro.

- Penso que tenho de te compensar não, Isa? – uma mordida no pescoço...

- Talvez...- Um deslizar da tua língua no vale entre os meus seios, algo que o meu decote deixa antever.

- Talvez? – Sorris de lado, enquanto me beijas profundamente.

Sinto as tuas mãos percorrem as minhas costas nuas, enquanto me ergues a camisola.

Interrompes o beijo e retiras a peça que segundo as tuas palavras incompreensíveis te está a atrapalhar.

- Queres que pare? – O mesmo sorriso torto brinca nos teus lábios...

- Páras e és o que eu chamaria um homem morto – Ataco os teus lábios uma vez mais, a fome de
ti não cede, não abranda...

Reclinas o banco o mais para trás possível. Invertes a posição e colocas o meu corpo sob o teu.

E volto a estar à tua mercê.

De ti.

Dos teus desejos.

Dos teus beijos.

Das tuas carícias...

- És minha – Sussurras contra a pele arrepiada da minha perna.

Quando foi que as calças abandonaram o meu corpo?

- Tenta-me. Faz-me dizer isso em voz alta, e tens-me...Aqui e agora, uma vez mais. – E sei que a minha voz tremeu quando disse isto.

E tu tentaste-me de todas as formas.

Com a boca.

As mãos...

Mas especialmente com um carinho e uma ternura sem igual.

Fizeste amor comigo de forma quente, selvagem, como nunca tinhas feito antes.

Fizeste amor comigo, como se me amasses desde sempre.

Amaste-me no Banco de trás do teu carro.

E que todos os anjos me ajudem, porque só hoje...apenas agora vou dizer-te.

- Sim, Rodrigo, sou tua. – Mordo o teu ombro e volto a beijar os teus lábios.

E entrego-me a ti,

Hoje.

Agora.

Sempre.

Fim!
Ella Raven,
21/07/2009

1 Comentários:

Blogger M.G. disse...

Gostei
^^

«- Páras e és o que eu chamaria um homem morto – Ataco os teus lábios uma vez mais, a fome de
ti não cede, não abranda...»

a melhor expressão sem duvida!

31 de Agosto de 2009 01:26  

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