Banco de Trás do Teu Carro
- Uma moeda pelos teus pensamentos – dizes-me.
- Não valem nada – Respondo-te com uma frieza crua na voz.
- Continuas zangada comigo Isa?
- Não estou zangada contigo Rodrigo, estou magoada, é diferente.
- Magoada porquê? Limitei-me a dizer a verdade...
- Dizer a verdade, nem sempre é a melhor opção, especialmente quanda essa mesma verdade
vai magoar alguém.
Sinto-te parar o carro de forma súbita, o carro geme em prostesto pela paragem brusca.
Olhas-me nos olhos.
Em que momento me colocaste ao teu colo, sem que me apercebesse?
E porque, por todos os deuses e deusas, me perco por tempo indeterminado nos teus olhos verdes?
- Ainda estás magoada comigo? – Perguntas sem quebrar o contacto visual, demasiado próximo dos meus lábios para conseguir lembrar-me em que consiste o acto de respirar.
- Estou... – Engasgo-me ao sentir a tua mão na minha coxa.
- O quão magoada estás Isa? – Sinto os teus lábios morderem o meu lábio inferior...
- Muito...estou muito magoada – Susurro.
- Penso que tenho de te compensar não, Isa? – uma mordida no pescoço...
- Talvez...- Um deslizar da tua língua no vale entre os meus seios, algo que o meu decote deixa antever.
- Talvez? – Sorris de lado, enquanto me beijas profundamente.
Sinto as tuas mãos percorrem as minhas costas nuas, enquanto me ergues a camisola.
Interrompes o beijo e retiras a peça que segundo as tuas palavras incompreensíveis te está a atrapalhar.
- Queres que pare? – O mesmo sorriso torto brinca nos teus lábios...
- Páras e és o que eu chamaria um homem morto – Ataco os teus lábios uma vez mais, a fome de
ti não cede, não abranda...
Reclinas o banco o mais para trás possível. Invertes a posição e colocas o meu corpo sob o teu.
E volto a estar à tua mercê.
De ti.
Dos teus desejos.
Dos teus beijos.
Das tuas carícias...
- És minha – Sussurras contra a pele arrepiada da minha perna.
Quando foi que as calças abandonaram o meu corpo?
- Tenta-me. Faz-me dizer isso em voz alta, e tens-me...Aqui e agora, uma vez mais. – E sei que a minha voz tremeu quando disse isto.
E tu tentaste-me de todas as formas.
Com a boca.
As mãos...
Mas especialmente com um carinho e uma ternura sem igual.
Fizeste amor comigo de forma quente, selvagem, como nunca tinhas feito antes.
Fizeste amor comigo, como se me amasses desde sempre.
Amaste-me no Banco de trás do teu carro.
E que todos os anjos me ajudem, porque só hoje...apenas agora vou dizer-te.
- Sim, Rodrigo, sou tua. – Mordo o teu ombro e volto a beijar os teus lábios.
E entrego-me a ti,
Hoje.
Agora.


1 Comentários:
Gostei
^^
«- Páras e és o que eu chamaria um homem morto – Ataco os teus lábios uma vez mais, a fome de
ti não cede, não abranda...»
a melhor expressão sem duvida!
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